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suzanne vega
8/Mai/2008 @ 15:33 Música

Conheci a música da Suzanne Vega logo no princípio da carreira dela em 1986 através da Jacinta. Qual Jacinta, perguntam vocês ? Aquela que é a agora a nova estrela do Jazz português. Ainda cheguei a tocar com ela nalguns projectos e namorava com a irmã nessa altura. Somos todos da mesma terrinha e idades, o mundo é pequeno.
Bem, um dia eu estava para ir ao Porto e a Jacinta pediu-me para procurar lá um disco que tinha acabado de sair de uma tal de “Suzanne Vegar”, tinha-o ouvido na rádio e não havia nas discotecas (as in lojas de discos) de aveiro. Bem, lá fui e encontrei-o logo na Valentim de Carvalho na 31 de Janeiro. Também fiquei a saber que era “Vega” e não “Vegar”.
Curioso, pedi para ouvir. Foi directo à cabeça, trouxe um para mim também.

Desde então que nunca mais deixei de comprar os seus discos e não me perdôo por ela ter vindo tocar a Aveiro durante o Euro 2004 e eu não ter ido vê-la, mas não pude mesmo.
Considero a Suzanne Vega a mais importante cantautora (compositora, letrista e cantora) surgida no último quartel do Séc. XX. Com várias influências do Folk ao Jazz, passando pelo Rock, construiu uma música única e inconfundível. Ela diz que a sua maior influência é o Lou Reed. Boa influência, sem dúvida.
Aliás, ele viria a escrever-lhe uma canção - Left Of Center - apenas editada no seu único álbum de colectâneas e no DVD do concerto que deu no Festival de Jazz de Montreux em 2004.

A música e as palavras delas são intimistas sem serem sorumbáticas ou fechadas sobre si mesmas. As palavras revelam-nos um mundo que ela construiu. Provavelmente a Licenciatura em Literatura Inglesa ajudou, mas o talento é inato.
É timída. A primeira vez que veio a Portugal para um concerto em Lisboa, o Mário Soares ainda era Presidente e seu admirador. Convidou-a para a receber no Palácio de Belém. À despedida, no segundo andar, ia sair por uma janela com a atrapalhação. Valeu-lhe no último instante a intervenção de um acessor. Isto contado pelo próprio Mário Soares numa entrevista à SIC Notícias.
Norte-americana, mas antes disso nova-iorquina, é tal como Woody Allen e outros que sobressaem pela sua intelectualidade inata nas artes em terras do Tio Sam, muito mais apreciada e acarinhada no velho continente do que na sua terra natal.

A cada álbum novo que sai, vai reinventando o som das suas canções sem nunca perder o Norte da sua sonoridade característica. Sonoridade essa, que tem muito que ver com a sua voz doce (mas não delicodoce), límpida e clara. Adepta da guitarra acústica, são raras as canções nas quais não aparece.
Os seus maiores êxitos comerciais são provavelmente Luka e Tom’s Dinner do segundo álbum, mas tem uma enorme legião de seguidores por esse mundo fora. Sem ser uma super-estrela, também não é underground. É uma daquelas raras artistas a quem eu compro cada novo álbum sem ouvir primeiro, simplesmente sei que não me vai desiludir.

Como curiosidade, é internacionalmente conhecida como sendo the mother of the MP3, pois foi com o seu tema Tom’s Dinner que os ensaios do desenvolvimento do formato que viria a mudar o mundo foram feitos.

Ficam aqui três canções:

The Queen And The Soldier :: Ironbound Fancy Poultry :: Left Of Center

-MG
rss 1 pá de carvão
  1. 8/Mai/2008 | 23:50

    Quando trabalhava perto da Faculdade das Belas Artes do Porto, ia muitas vezes depois do almoço, tinha 1h30, passar o resto do tempo pela R. S. Catarina e claro R. 31 de Janeiro.

    Muito dinheiro gastei na VC da R. 31 de Janeiro. Tinham lá dois ou três empregados que estavam sempre a passar música muito boa e pouco conhecida das pessoas. Saia de lá com dois ou três CD debaixo dos braços….

    Nessa altura também abriu a Roma Megastore(perto do Bolhão) que também tinha bastante escolhas mas eram mais comerciais, mas tinha a vantagem dos preços. Lembro de comprar um CD do U2 no dia de lançamento e ter direito a boné e t-shirt tudo pelo preço de 2100$00.

    Uns anos depois abriu também a loja da Virgin no CC Sta. Caterina, aqui tinha ainda mais escolha, tipo FNAC actualmente, mas eram bastante mais careiros. Tinham uma vantagem, podias se encontrar por vezes CD mal marcados nos preços, ou com vários preços… mas perdia muito tempo a encontrar estas “raridades”.


    A usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.3 em Windows Windows XP
atira-lhe uma pá de carvão

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